Posts Tagged‘Poesia’

Resenha: Coração de Poeta em Prosa e Verso de Marcos São Mateus Mônaco

Com o objetivo de demonstrar a sua importância literária e de começar a resgatar o seu legado, Coração de Poeta, em prosa e verso é a primeira obra já escrita especificamente sobre ele, com informações biográficas, recortes de jornais e transcrições de críticas da época (primeira parte), além de uma pequena antologia de poesias (segunda parte) e de contos (terceira parte).

A menina de 200 anos (Mírian Monte)

Ah, Terra da liberdade, Tens tanta história, E tão pouca idade… Teus Duzentos anos Mereciam ser contados Por um grande alagoano, Como Jorge de Lima, Théo Brandão, Graciliano Ramos. Ah, Terra de Guerreiros… De ti, partiu o grito de Zumbi, No quilombo dos palmares, Exigindo dignidade, Igualdade entre os humanos. E à sombra dos teus coqueirais Descansaram os Marechais, De ideais republicanos. Ah, Nação Caeté, Deixaste de herança, No sangue de tuas crianças, A cultura de não se curvar. Ah, Terra de Calabar, Tens sabor de sal e açúcar És berço de muitas lutas, De quem enfrenta a labuta Em…

Só Encontrarei em Alagoas (Mírian Monte)

Sua bênção pai, sua bênção mãe, Mas vou seguir a minha estrada Não se preocupem, que não haverá riscos, nem razão para tantos “ais”. E se lágrimas caírem dos meus olhos, evaporarão nas dunas, de Piaçabuçu, onde o Velho Chico resolveu estabelecer a sua foz, ou me inspirarei na coragem do povo do sertão, que aprendeu com Lampião, a ter sua valentia. E no cânion do Xingó, avistando Piranhas, tirarei das entranhas a minha máxima ousadia. A verdade é que nem a saudade, na garganta, deixará um nó. Seguirei, sim, para Maceió, onde a vida, certamente, há de ser muito…

Poesia: Soneto da Embriaguez (Mírian Monte)

A inspiração me abandonou, nos últimos dias. Precisei buscar um poema adormecido nos meus arquivos soltos, loucos, espalhados em tablets, computadores, caderninhos escondidos pela casa. Será que aquele papel foi para o lixo? Não tem caneta pela casa? Preciso de um tema, de um tempo, de um sentido… Na realidade, preciso perder todos os sentidos… Preciso me organizar, para desorganizar as ideias. Talvez assim surja um poema. Preciso de um porre de poesia Soneto da Embriaguez Há quem beba para se libertar – eu escrevo. Exponho sentimentos, pensamentos, poesia; Dessa forma eu me entrego, eu me enxergo E me embriago…