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Poesia: Helena (Mírian Monte)

E essa terminei de escrever chorando… Helena Eu quis um tema, Um novo poema Pedi aos céus, aos anjos, Aos santos, Implorei; E surgiu teu rosto, Helena, A filha que não tive – E não terei. Teu nome era a canção Que ouvia na infância Era inspiração, Era a esperança Em cada choro de criança, Que nos braços não trarei Embalastes meus sonhos Na canção que ecoou… Terias olhos azuis, Helena? Por que tu és a verbena, que murchou? Sabes, Helena, Pensei nas bonecas, – Que terias- Em cada noite, Em cada dia… No meu ventre Encontrarias Aconchego, Calmaria… Sabes,…

E 2016 foi um ano… (Retrospectiva)

2016 finalmente está indo embora. Que ano conturbado! Foi um ano difícil, onde não consegui cumprir minhas metas, mas um ano de pequenas vitórias e são essas pequenas vitórias que quero muito agradecer. Em tudo devemos ser gratos! O Minha Contracapa completou 2 anos de vida. Nesses 2 anos, posso dizer que cresci bastante como profissional, conheci pessoas incríveis e viajei por universos fantásticos com minhas leituras. O blog me proporcionou momentos muito felizes, ao lado de pessoas especiais e esses momentos me ajudaram muito a superar todas as tristezas que precisei enfrentar durante o ano. Em 2016, além de…

Poesia: Oceano (Mírian Monte)

Enigmática como o oceano, uma das minhas mais novas poesias. Oceano Queres o oceano? Não te enganes: Ninguém o domina Sabes o azul cativante? Ora é transparente, Ora é cinza. Debaixo da maré morta Há correntes indecisas, Ondas muito revoltas, Um balançar que hipnotiza. Há naufrágios esquecidos E Paixões adormecidas Há viagens, há encontros Travessias, despedidas. Pode ser estudado, Pode deixar-se navegar, Mas uma vez desafiado, Sua fúria surgirá. Não te enganes: Ninguém o domina Sabes o azul cativante? Ora é transparente, Ora é cinza. Desvendar seus mistérios Todo pescador assim deseja E se lhe forem devotos Peixes chegarão à…

Poesia: Fuxico (Mírian Monte)

E essa poesia nasceu em meio a canções nordestinas e a tradição desse povo maravilhoso! Fuxico? Só se for de pano… Fuxico Não venha fuxicar Que o rapaz não sabe trabalhar E “ela só quer, só pensa em namorar” Que a beata esqueceu do terço rezar E o padre foi embora, Sem ninguém abençoar. Não me venha fazer fuxico Que fulano deixou de ser rico Que sicrano só olha o seu umbigo Que beltrano não serve para amigo Isso nada tem a ver comigo Pegue suas contas pra pagar. Fuxico só se for de pano De estampas coloridas Que serve…

Poesia: Tormento (Mírian Monte)

Esta poesia foi feita “a pedido”. No Instagram, uma amiga me pediu uma poesia que descrevesse as agruras de uma paixão não correspondida. Espero ter correspondido!! A poesia é inédita e deixei a para publicá-la aqui, no blog. Tormento O que faço com o desejo De tocar teus cabelos, De roubar os teus beijos, De Sentir teu cheiro, De Ver-te dançando E cantando para mim? O que faço com o passado Que está sempre presente, Por refletir um futuro, Que era tão claro, tão certo, Mas tornou-se obscuro E, de súbito, Fugiu de mim? Onde escondo os poemas Que me…

Poesia: Sol e Lua

Se você já teve um amor complicado, temperado pela saudade, inflamado pela distância, daqueles que causam descompasso nos corações, pelos descompassos da vida… Essa poesia é para você! Sol e Lua Ele, coberto Ela, nua Ele, dela Ela, sua Ele, Sol Ela, lua. Ele, constante Ela, oscilante Ele, vigor Ela, amor Ele, poder Ela, prazer Ele, energia Ela, poesia Ela, noite Ele, dia. Ele, poente Ela, crescente Ele, amante Ela, minguante Eles tão perto E tão distantes Ele, exibido Ela, contida Ele, acordado Ela, adormecida; Ele procura Ela desiste Ele, alegre Ela, triste Ele, tese Ela, antítese Ambos esperam, Ambos insistem;…

Poesia: Branca Lua

Fui convidada para participar de uma deliciosa conversa, no Programa Café com Poesia, apresentado pelo ator Chico de Assis, transmitido pela TV Assembléia, da Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas, recentemente. O querido apresentador iniciou o programa com alguns versos do poema “Branca Lua”. Desde então, vários amigos têm me pedido para que eu publique, integralmente, a poesia. Então pensei que poderia ser uma boa ideia publicá-la aqui no blog. Segue a poesia: Branca Lua Lua branca, tantas vezes suspirei ao olhar para ti; Tanto pedi para tu me iluminares; Tantas vezes cantei, ó lua branca, Mas tu nunca ouvistes…