Livre Para Voar de Ziauddin Yousafzai

Uma autobiografia que me deixou completamente apaixonada por essa visão de igualdade do Ziauddin!

Sinopse

“Neste relato comovente sobre amor, paternidade e luta por direitos, Ziauddin Yousafzai, o pai da Malala, rememora sua história e sua longa batalha para que meninos e meninas tenham as mesmas oportunidades. Um livro para todos aqueles que desejam criar seus filhos num mundo mais justo e igualitário. Ziauddin Yousafzai tem motivos de sobra para ser um pai orgulhoso: Malala sobreviveu a um atentado do Talibã, ingressou na prestigiosa Universidade de Oxford e se tornou a mais jovem vencedora do prêmio Nobel da paz e uma das principais vozes da luta pelos direitos das mulheres. O que ele fez para criar uma menina tão extraordinária? A resposta é mais trivial do que se imagina: educou-a com amor, incentivo e gentileza — e sobretudo com a convicção de que sua filha era digna das mesmas oportunidades que os meninos recebem. Livre para voar é o relato inspirador de um menino gago que cresceu em uma pequena vila no Paquistão e se tornou um dos grandes ativistas pela igualdade de gênero. Exemplo para os pais que querem que seus filhos façam a diferença, Ziauddin mostra como o respeito e a educação são capazes de criar um mundo melhor para todas as crianças.”

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Resenha

Vocês já sabem que não sou uma pessoa que ama ler biografias. Não me interesso muito em saber como era a vida das pessoas, mas confesso que tenho curiosidade em conhecer a jornada de trabalho de algumas. Quase nunca vocês me verão lendo livros biográficos por aqui… Porém, como para tudo nessa vida existem as exceções, essa regra também cabe para livro biográficos e acabo gostando de alguma. É o caso de Livre para Voar.

Ziauddin Yousafzai é um homem apaixonante. Seu ativismo em prol da igualdade de gêneros e pelo direito à educação para meninos e meninas de forma igual, é algo extremamente inspirador. Até mesmo emocionante de ver. Criado em uma sociedade totalmente patriarcal, um homem acreditar e lutar  pela igualdade de gêneros é algo raro de ver.

Uma sociedade acostumada a tratar mulheres como  objeto, sem ao menos ter o direito do nome ser mencionado, vivendo prisioneira dentro de casa, sem voz e totalmente dependente de um homem até para sair de casa, é uma força esmagadora contra umas poucas vozes que tentam levantar a bandeira da igualdade. Ziauddin nunca se deixou intimidar por isso e procurou fazer a diferença a partir de sua casa. Pekai (sua esposa) e Malala foram as maiores beneficiadas com a forma de pensar deste ativista.

O livro com uma narrativa que lembra os livros de ficção, nos mostra momentos vividos por essa família, desde a infância de Ziauddin até 6 anos após o atentado sofrido por sua filha Malala. É uma leitura envolvente, inspiradora e comovente. Conseguiu me arrancar lágrimas no final… 

Recomendo a leitura para quem quer conhecer mais da cultura do Paquistão e quer conhecer mais da história de Malala, a menina que fez a diferença na vida de milhares de meninas.

Citações

” Eu adorava fazer essas tarefas ditas domésticas para minha filha, e sinto falta delas agora que Malala tem plena independência. Por que eu gostava tanto de cumprir essas tarefas? Porque me sentia capaz, com esses pequenos gestos, de expressar amor e apoio à minha filha e ao seu gênero feminino.”

“Simplesmente queria e continuo a querer que as meninas de todo o planeta vivam num mundo em que sejam tratadas com amor e acolhidas de braços abertos. Queria naquela época e ainda quero o fim do patriarcado, de um sistema masculino de ideias que prospera fundado no medo, que mascara a opressão e o ódio em princípios básicos da religião, e que é incapaz, em seu cerne, de entender a beleza que cabe a todos nós ao vivermos numa sociedade realmente igualitária.’

“Todas as meninas, todas as mulheres merecem o respeito que os homens recebem automaticamente.”

“Quando me tornei pai não só de uma menina, mas também de meninos, defini minha família como uma família que acreditava em primeiro lugar e acima de tudo na igualdade. Não escrevemos nas paredes de casa ‘Todas as mulheres e homens são iguais, todos têm liberdade de expressão’, mas nossas vidas em conjunto ecoavam esses valores.”

“Creio que o empoderamento das meninas não deve se dar às custas do enfraquecimento dos meninos. Meninos esclarecidos, confiantes, amados pela família, ensinados a se valorizar e a respeitar as irmãs, mãe e colegas de escola, tornam-se homens bons e ajudam a concretizar a mudança.”

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