Resenha: Outlander – Um Sopro de Neve e Cinzas de Diana Gabaldon

Fantasia histórica. Mesmo sendo um livro com pouca ação, é extremamente necessário e envolvente. É uma leitura marcante, dolorosa e tão apaixonante que as 1168 páginas acabaram sem eu sentir e garanto que se tivessem mais mil páginas as leria com muito prazer.

Sexto livro da série Outlander, que se tornou um fenômeno mundial e foi transformada na bem-sucedida série de TV.

Uma história sobre escolhas difíceis.

América, 1772. Poucos anos antes da guerra de independência, o caos reina na colônia. Cadáveres espalham-se pelas ruas, vizinhos lutam entre si e grupos de salteadores aterrorizam a população por toda parte. Na Carolina do Norte, o incêndio de uma cabana e o assassinato de uma família inteira anunciam mudanças perturbadoras no cotidiano dos habitantes da Cordilheira dos Frasers.

Nesse cenário, Jamie Fraser recebe uma mensagem do governador Josiah Martin. Ele pede sua ajuda para conter os rebeldes e manter o domínio da Coroa britânica sobre as terras americanas. Mas Jamie já sabe o que está por vir. Sua esposa Claire, uma viajante no tempo nascida no século XX, conhece perfeitamente o destino reservado aos súditos leais do rei da Inglaterra: exílio ou morte.

Além disso, Claire surge com uma nota de jornal de 1776 que relata a morte dos dois num incêndio. Pela primeira vez, Jamie espera que ela esteja errada sobre o futuro.

Em meio às tensões, é chegado o momento de fazer uma escolha difícil, porém inadiável. À medida que se formam as linhas de combate e lealdades são testadas, Jamie e Claire sentirão na pele que absolutamente ninguém está seguro nesse novo país.

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Resenha

Ao mesmo tempo que acho maravilhoso falar sobre os livros de Outlander, também acho extremamente difícil. Sempre fico muito ansiosa pela leitura e cada vez que mergulho nesse universo criado por Gabaldon, uma balbúrdia de sentimentos me atingem e o prenúncio de uma bela ressaca literária aparece já na primeira página lida.

Poucos são os livros que conseguem me envolver completamente com a leitura e Outlander faz parte dessa listinha. Pra mim, o mundo, os personagens e os acontecimentos são tão marcantes que por diversas vezes preciso lembrar a mim mesma que isso é ficção. Estou tão acostumada com Jamie Fraser, Claire e sua família que me sinto parte daquela história. É como se eu estivesse inserida naquele ambiente, como parte do cenário, sendo uma observadora onipresente e ao mesmo tempo participativa. Conseguem entender o tanto que me envolvo com a trama?

Vi algumas pessoas comentando que o livro seis é muito parado, é difícil de ler, é cansativo… Bom, concordo com a parte da obra ser mais parada que as anteriores, mas apenas com isso. Realmente a ação não é algo muito presente nas 1168 páginas, mas o enredo tá cheio de momentos de tensão e muito importantes para o desenrolar de tudo.

Em Um Sopro de Neve e Cinzas acompanhamos o dia a dia dos personagens na Cordilheira dos Frasers e em paralelo a isso todos os acontecimentos que culminam na guerra de independência da colônia. O fato do livro ser mais “lento” e de não ter muita ação é totalmente compreensível e necessário. As coisas podem parecer lentas e não sair do lugar, mas cada coisinha ali narrada é muito necessária para o que vem em seguida. E querem saber de uma coisa? Tudo que a Diana escreveu no livro seis poderia não ter ligação nenhuma com o que virá no livro sete que ainda assim eu iria querer ler o livro!

Sobre o enredo  não tenho muito mais o que falar além do que já está na sinopse. O que posso dizer é que coisas que ficaram em aberto nos livros anteriores se resolvem, coisas chocantes acontecem e o final do livro, as últimas 200 páginas, deixam qualquer um com o coração nas mãos e com muita curiosidade pra saber o que vem a seguir. Gente, não sei como irei aguentar esperar pra ano que vem!

Como sempre Diana Gabaldon me surpreendeu com sua capacidade de encaixar pontas soltas e trazer acontecimentos que pareciam sem sentido (dos livros anteriores) para o presente e explodir em nossa cara com um “uau! Então era isso!”.

Mesmo sendo um livro com pouca ação, é extremamente necessário e envolvente. É uma leitura marcante, dolorosa e tão apaixonante que as 1168 páginas acabaram sem eu sentir e garanto que se tivessem mais mil páginas as leria com muito prazer.

 

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