Resenha: Macbeth de William Shakespeare

Drama/Peça. Uma obra sombria que nos mostra como o ser humano é capaz de transformar-se num ser cruel e tirano para alcançar seus objetivos.

MacBeth é considerada uma das peças mais sombrias de William Shakespeare. E o que faz dela uma obra tão inquietante é, ao mesmo tempo, o que lhe imprime vigor e fascinação: o tratamento dramático do mal, do tipo de mal que nasce da ânsia pelo poder.

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Resenha

Estou participando de um desafio literário que se chama Desafio Todo Leitor e o livro que selecionei para janeiro foi Macbeth. O desafio do mês seria ler um autor importante que nunca li e essa peça de Shakespeare foi o encaixe perfeito. Saiba mais sobre o desafio aqui.

Uma das mais curtas tragédias de William Shakespeare, Macbeth é uma peça fantasiosa e muito sombria, voltada à exploração do lado mal dos humanos. A tragédia narra um regicídio e faz diversas alusões à mitologia grega. Especula-se que a peça fora escrita entre 1606 e 1607 para ser apresentada na corte do Rei Jaime I.

Basicamente a história de Macbeth é a seguinte: Macbeth é um súdito do rei Duncan, da Escócia. Um belo dia ele encontra-se com três bruxas que lhe dão três profecias. Em uma dessas profecias elas afirmam que ele será rei e com isso, Macbeth  faz de tudo para torná-la realidade o mais rápido possível.

O enredo é extremamente curto e nas poucas páginas do livro, acompanhamos as mudanças sofridas por nosso protagonista. Num primeiro momento sentimos os dilemas que ele enfrenta, lutando contra a sua sede de poder e num outro, vemos Macbeth sucumbir aos seus desejos e tornar-se um tirano cruel e destemido até o momento de sua total ruína.

A obra de Shakespeare é muito rica no que diz respeito aos diálogos, à intensidade de sentimentos dos personagens e em nos mostrar o lado cruel e maquiavélico do ser humano. Apesar de compreender bem a história e o desenrolar dos fatos, senti uma certa estranheza com a leitura. Essa é a primeira vez que leio uma peça (o livro é na verdade um roteiro pronto, provavelmente copiado de um livro de contrarregra) e senti falta dos detalhes que encontramos nos romances. Também achei tudo muito corrido, mas creio que isso seja por conta do livro ser um roteiro de peça.

Gostei do livro e a introdução (feita pela tradutora Barbara Heliodora) foi fundamental para um melhor entendimento da obra. Comecei a ler Macbeth às escuras, sem saber nada a respeito, a não ser que é uma tragédia (eu achava que Macbeth fosse uma mulher) e me encantei pela visão única de Shakespeare sobre os dilemas humanos, passados para seus personagens.

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