Resenha: Depois Daquela Montanha de Charles Martin

Drama. Uma montanha gelada, um acidente de avião, dois sobreviventes tentando escapar, passando de estranhos para amigos.

O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.

Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.
Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado?

À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

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Resenha

Quando penso em falar sobre esse livro só me vem uma forma de classifica-lo: Polishop da desgraça. Como assim? A medida que eu for falando sobre ele, vocês vão compreender.

Ben Payne só queria voltar para casa, para sua esposa e seus filhos, mas devido uma tempestade, ele se vê preso no aeroporto. Acaba conhecendo Ashley, uma repórter as vésperas do seu casamento que encontra-se na mesma situação que ele, presa no aeroporto até o dia seguinte. Ele decide fretar um avião e convida Ashley para ir junto, uma boa ação que ele jamais imaginou que daria errado.

Ao sobrevoarem uma cadeia de montanhas inóspitas, tentando fugir da tempestade, o piloto acaba infartando e o avião cai. Ben, Ashley e o cachorro do piloto sobrevivem: Ben com costelas quebradas e Ashley com uma fratura na perna. E, é ali, no meio do nada de gelo, que os dois terão que sobreviver da melhor maneira possível, com o pouco que tem a disposição.

Animais selvagens, clima inóspito, falta de comida e pouquíssimas esperanças. Ben e Ashley vão superando suas diferenças e ajudando um ao outro a sobreviver um dia de cada vez, superar uma crise por vez, e manter o espírito forte.

O livro é triste, doído e cheio de partes que nos fazem parar para pensar sobre a nossa vida, as escolhas que fazemos, e a forma como tratamos as pessoas ao nosso redor. Muitas vezes magoamos, falamos palavras sem pensar, e esquecemos que aquelas palavras podem ser as últimas que diremos para alguém.

Eu fui lendo esse livro e sofrendo junto com os personagens, chorei diversas vezes, o final do livro mesmo quase me fez desidratar. E, eu pensei muito sobre minha vida e a forma como tenho tratado as pessoas presentes nela.

Eu nunca tinha lido nada do autor, e me encantei com a forma de escrita dele. Apesar de ser uma sucessão de desgraças, a narrativa é envolvente e eu não conseguia parar, fui devorando capítulo atrás de capítulo, vendo os personagens crescerem e ganharem cada vez uma profundidade maior. Uma obra linda, sofrida e que eu amei. Mas, se você não estiver em um  momento bom da vida, não recomendo. Eu chorei e fiquei triste muitas vezes durante a leitura.

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