Resenha: Nudez Mortal de J. D. Robb

Policial. Com um enredo excelente, para o início de uma série, “Nudez Mortal” é uma ótima leitura para os amantes de romance policial.

quatro flores

 

Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

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Resenha

Olá galera do “Minha Contracapa”, tudo bem com vocês? Na minha primeira resenha por aqui, trago minha primeira experiência com Nora Roberts. Na verdade, sobre seu pseudônimo J.D. Robb em que escreve a série Mortal. Desde do meu contato com uma sinopse de um dos livros da série, me apaixonei perdidamente e as expectativas já foram lá para o alto, mesmo a série sendo gigantesca, isto não me assustou.

Em “Nudez Mortal” somos apresentados a Eve Dallas, uma tenente durona da Polícia de Nova Iorque e que apesar do jeito reservado, possui uma inteligência afiada e uma intuição aguçada. Dallas, ainda não teve tempo nem de respirar do último caso quando é encaminhada para o próximo: a neta de um importante senador é encontrada morta em seu apartamento, totalmente nua e com o corpo no formato de um “X”. Sem pistas ou vestígios do assassino, Eve terá que correr contra o tempo, enquanto lida com um emaranhado de mentiras e uma teia de poder.

Como se isto não fosse pouco, Eve começa a se sentir atraída por um dos principais suspeitos, Roarke – um megamilionário, dono de quase tudo que existe na cidade de Nova Iorque. Confesso que esta era uma das minhas maiores preocupações, que a autora começasse a trabalhar muito mais no romance do que no caso policial. Porém, felizmente, Nora Roberts conduz muito bem a alternância entre os dois, tornando a trama envolvente e ágil.

Roberts criou personagens complexos, de passados sombrios e tensos. A medida que vamos nos aprofundando na leitura, vamos descobrindo o que  fez de Eve, essa mulher resistente e com aversão a contato humano. O mesmo acontece com Roarke; ele é um cara bem convencido, diga-se de passagem, e extremamente competitivo. Seria ele capaz de cometer um assassinato? O que seria de Eve se descobrisse que está se sentindo atraída por um assassino?

Outro ponto interessante do livro é que se trata de um romance policial futurístico, por volta de 2058. Então, existem muitas mudanças tecnológicas que a autora propõe e se pensarmos, não é difícil de imaginar que daqui alguns anos elas existam mesmo. Mudanças no comportamento da sociedade também ocorreram, como a legalização da prostituição e o desarmamento de armas.

Voltando ao suspense, não achei a revelação daquelas que só descobrimos no fim. Quando estava com mais ou menos uns sessenta por cento do livro lido, declarei meu culpado e eu estava certo. No entanto, não cogitei a motivação e foi aí que Nora se sobressaiu, nos levando a uma história mais densa que parecia.

Com um enredo excelente, para o início de uma série, “Nudez Mortal” é uma ótima leitura para os amantes de romance policial. Para deixar registrado, os livros podem ser lidos aleatoriamente, mas se seguir a sequência com certeza terão mais emoção.

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