Terra Avulsa de Altair Martins

Novo Romance de um dos escritores mais premiados da atual geração.

Sinopse

Capa Terra Avulsa V1 RB.aiNeste romance sofisticado, prosa, poesia e fotografia dialogam para criar a estranha história de um homem que funda um país dentro de seu apartamento. Em choque com a brutalidade do mundo, ele vive em casa, traduzindo (ou inventando) poemas de um poeta nicaraguense, poemas sobre objetos cotidianos, que convivem com esse exilado urbano. Altair Martins recebeu o Prêmio Moacyr Scliar de Literatura pelo livro Enquanto água e o Prêmio São Paulo de primeiro romance por A parede no escuro. Ganhou ainda o Prêmio Guimarães Rosa da Rádio France Internationale, o Prêmio Luiz Vilela, o Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães e o Prêmio Açorianos na categoria conto, além de ter sido finalista na categoria crônicas de 2003 do Prêmio Jabuti.

Vivi no meu país, um território menor que o Vaticano, bem menos canalha também. Um país de 55 metros quadrados de área construída, cujas paredes eram opacas e do tempo dos tijolos duplos. Um país honesto onde só eu, o monarca em terreno de napa, sofria prejuízo. Pois deixei aquele país onde fui governo e onde fui povo, onde fui história e geografia, e onde fui o único escritor, e onde fiz voltas e voltas entre o piso do banheiro e a porta do quarto pensando que era situação e logo logo oposição e que onde quer que eu estivesse sempre teria o apoio dos Estados Unidos. Pois deixei aquele país todo renúncia e retornei à terra chamada Brasil como asilado.

Na opinião de Luiz Ruffato,

“Altair Martins vem construindo uma sólida carreira literária, desde que estreou, em 1999, com a coletânea de contos Como se moesse ferro. Ali, já estavam presentes os eixos básicos de suas preocupações como escritor: um apuro formal incomum entre os de sua geração e uma temática centrada na reflexão sobre os impasses do ser humano.

Estas inquietações, que perpassam ainda todos os outros três livros de contos e o excelente romance A parede no escuro, ressurgem radicalizadas neste Terra Avulsa. A linguagem, marca que diferencia e singulariza Altair Martins, aqui assume-se em perfeito equilíbrio entre prosa e poesia, não só como expediente de construção estética, mas também como questionamento do próprio gênero narrativo.

Após um assalto traumático, o protagonista, um tal Pedro Vicente, tranca-se em casa e fecha-se para o mundo. Emulado pela obra do nicaragüense Javier Lucerna, que está traduzindo, passa ele próprio a escrever poemas a partir de imagens oferecidas por uma fotógrafa chamada Eudora, sua chefe. Ao mesmo tempo, desenvolve-se uma história paralela, porém convergente, uma espécie de romance dentro do romance, que tem como personagens os assaltantes e como ponto fulcral o Narrador – ou seja, o próprio Pedro Vicente.

Mas, não pense o leitor que esta é uma daquelas obras cerebrais, em que o autor está mais preocupado com pirotecnias eruditas do que em contar uma história. Acima de tudo, Altair Martins coloca sua sensibilidade a serviço da compreensão do mundo que nos cerca, um mundo alicerçado em aparências – e as aparências, conforme o ditado popular, enganam… Portanto, cabe ao leitor remontar as tramas, tomando cuidado para não se ferir nos estilhaços da vida que transborda deste fascinante romance.”

Ficha Técnica

Título: Terra avulsa

Autor: Altair Martins

304 páginas / 14 x 21cm

Preço: 45,00

Grupo Editorial Record / Record

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